Sunday, December 07, 2008

lembrar-me de esquecer-te


aos berros ele corria pela praça parobé
nao se sabia ao certo quem ele queria atingir
mas no topo vinha a sociedade civil higienizada
e a sua família, principalmente
os caras das ruas, que tomam conta dos carros e vendem bagulhos malhados
tentaram se intrometer
mas a questão era familiar e secular
e os caras que vendem bagulho sarapa nao tem moral nem valentia contra os insanos, os bebados loucos da praça parobé
minha covardia incompreensivel me impedia de entender o todo
tanta revolta espelhada e espalhada na minha cara
por fim, virei tudo aquilo que ele dizia mas nunca fui...
virei tudo aquilo que ele dizia, que ele queria que eu fosse
mas eu nunca fui:

vitima, objeto de irracionalismo
a fragmentaçao da família
ali, na praça parobé

e todos otarios metidos a malandros parados pensando no ataque na praça parobé
ele não sabia que homem algum chegou a ser realmente o que queria
ou então ser completamente ele mesmo
mas, ali na praça parobé aos gritos não era o local ideal pra se discutir isso
levando assim, consigo, atitudes de um mundo primitivo...
e foi principalmente por não querer gritar
as vezes grito no meu quarto porque não tenho radio e canto minhas canções
alguma coisa dentro de mim dizia algo sem palavras
por isso me calei deixando que a situação familiar
se abatesse mais uma vez sobre mim
espesso como um tijolo
ele não sabia que primeiro teria que se entender como homem, interpretar-se ( na praça parobé)
somente a si mesmo e assim depois entenderia uns & outros

obs: feito Kant anotei na minha agenda:
“lembrar-me de esquecer-te”

1 comment:

regina said...

caraaaaaio, Byra!!!!!!!
boooom pacaraio!!!!!

OUÇA A PALAVRA ELÉTRICA VOL.1